Por que você procrastina mesmo sabendo que isso te prejudica?
- psicopaolapedroso
- 6 de fev.
- 3 min de leitura
Muitas pessoas convivem com a frustração de adiar tarefas importantes, mesmo sabendo que isso pode trazer consequências negativas. Talvez você já tenha vivido algo assim: existe algo que precisa ser feito, você sabe da importância, mas ainda assim acaba deixando para depois. No lugar da ação, surgem distrações, outras tarefas menos importantes ou simplesmente a sensação de travar.
Quando isso acontece repetidamente, é comum surgir uma cobrança interna muito grande. Pensamentos como “eu sou preguiçosa”, “eu não tenho disciplina” ou “eu sempre estrago tudo” podem aparecer com frequência. Mas, na maioria das vezes, a procrastinação não tem a ver com cansaço, preguiça ou desorganização.
Na verdade, muitas vezes ela está ligada a algo mais profundo.
A procrastinação como uma forma de evitar desconforto
Por trás de muitas situações de procrastinação existe uma tentativa de evitar algum tipo de desconforto emocional.
Às vezes a tarefa está associada ao medo de falhar, ao medo de não ser boa o suficiente, à insegurança sobre o resultado ou até à pressão de ter que corresponder às próprias expectativas ou às expectativas dos outros. Em outras situações, pode existir o medo de se expor, de ser avaliada ou de lidar com a possibilidade de crítica.
Quando a mente percebe esse desconforto, ela naturalmente tenta se afastar dele. E uma das formas mais comuns de fazer isso é adiar.
No curto prazo, procrastinar pode até trazer uma sensação momentânea de alívio. Ao não começar a tarefa, você também evita entrar em contato com essas emoções difíceis. O problema é que esse alívio costuma durar pouco. Depois, a tarefa continua lá, muitas vezes acompanhada de culpa, ansiedade e mais pressão.
Com o tempo, esse ciclo pode se repetir várias vezes.
O ciclo da procrastinação
Muitas vezes a sequência funciona mais ou menos assim: existe algo importante para fazer, surge o desconforto emocional, você adia a tarefa, sente um alívio momentâneo, mas depois aparecem culpa, frustração ou preocupação.
Essas emoções tornam ainda mais difícil retomar a tarefa, e o ciclo continua.
Por isso, simplesmente tentar “forçar disciplina” ou se cobrar mais raramente resolve o problema. Quando a procrastinação está conectada a emoções difíceis, o caminho geralmente passa por compreender melhor o que está acontecendo por trás desse comportamento.
Como a terapia pode ajudar
A psicoterapia pode ser um espaço importante para olhar com mais cuidado para esse processo. Ao longo do trabalho terapêutico, é possível identificar quais emoções, pensamentos e padrões estão associados à procrastinação.
Muitas vezes, ao compreender melhor esses mecanismos, torna-se possível desenvolver formas mais saudáveis de lidar com o desconforto que aparece antes de iniciar uma tarefa.
Isso não significa esperar que a motivação perfeita apareça ou que o desconforto desapareça completamente. Em vez disso, é possível aprender a se relacionar de maneira diferente com essas emoções, sem deixar que elas determinem todas as suas escolhas.
Com o tempo, muitas pessoas conseguem começar a dar pequenos passos em direção aos seus objetivos, mesmo quando o medo, a dúvida ou a insegurança aparecem.
E, aos poucos, aquilo que antes parecia impossível de iniciar começa a se tornar mais viável.
Se você sente que a procrastinação tem te impedido de avançar, talvez este seja um momento importante para olhar com mais cuidado para isso. Muitas vezes, por trás da dificuldade de agir existem emoções e histórias que merecem ser compreendidas com mais atenção.
Se você gostaria de entender melhor o que está acontecendo e começar a destravar projetos importantes na sua vida, entre em contato pelo botão abaixo e fale diretamente comigo.
A psicoterapia pode ser um caminho para desenvolver novas formas de lidar com o desconforto e começar a tirar seus projetos do papel. Você não precisa enfrentar esse processo sozinha.
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